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Como administrar um negócio em família

Publicado em 25/08/2017

Ter e saber administrar uma empresa não é uma tarefa das mais fáceis, mas há quem diga que se tratando de uma empresa familiar, é possível fazê-lo com mais segurança e menos trabalho. Isso não é verdade. Mesmo quando os parentes, sócios ou não, têm bons relacionamentos, conflitos e situações desafiadoras se fazem presentes (e muitas vezes, em uma proporção ainda maior).

Por isso, para manter o foco e garantir uma boa gestão do negócio em família é preciso definir muito bem as funções de cada um, impor regras e limites para todos, sem dar privilégios ou abrir exceções, além de fazer com que todos entendam que deve existir uma separação entre vida pessoal e profissional.

Se você faz parte desse universo ou está iniciando nesse caminho, selecionamos algumas dicas para direcionar a empresa familiar da melhor forma possível, com o mínimo de desentendimento.

Uma pessoa tem que liderar

Mesmo dentro de uma empresa familiar é imprescindível que alguém exerça o papel de líder, independentemente se todos os membros forem cotistas igualitariamente.

Mas, por que isso é tão importante? Porque evita que haja uma competição por poder e autoridade, visto que alguns podem se achar no direito de tomar decisões isoladamente, com ou sem a concordância dos demais membros. E aí, já viu né? Vira bagunça!

Então, para fazer a melhor escolha desse administrador e evitar problemas, é preciso que todos estejam presentes e levem em consideração qualidades pessoais e técnicas para o exercício da função. Portanto, não é permitido de forma alguma fazer sorteio ou coisa do tipo. Essa é uma decisão séria e se não tomada com coerência, pode trazer consequências desastrosas para o negócio em família.

As regras precisam ser bem definidas

Passa pela cabeça de muitas pessoas que ter uma empresa familiar dá o direito de se trabalhar quando e como quiser, de não precisar justificar ausências e tirar folgas e férias fora de hora. Esse é outro gigantesco erro!

É claro que é muito mais fácil lidar com imprevistos quando se trabalha com irmãos, pais, sobrinhos, cunhados e por aí vai. Mas, isso não significa que não devam existir regras claras que determinem como todos devem se comportar. Muito pelo contrário, é importante que fique claro que trabalho é trabalho e que as regras existem para serem respeitadas. E vale ressaltar: elas devem ser iguais para todos os membros da empresa.

É preciso determinar o salário de funcionários e o pró-labore dos sócios

Como em qualquer empresa, o lucro não pode ser tratado como fonte de renda dos sócios. É preciso determinar, no caso dos sócios, um pró-labore, ou seja, um valor fixo mensal para que não sejam feitas retiradas a qualquer hora, desequilibrando as finanças da empresa. O valor deve ser condizente com a função desempenhada e com o mercado.

Em caso de investidores (cotistas), que não exercem nenhuma atividade dentro da empresa, o dinheiro a ser recebido equivale a divisão dos lucros, que geralmente ocorre uma ou duas vezes por ano.

Se tratando de familiares não cotistas, é necessário definir os salários de acordo com o cargo que eles exercem, considerando também os valores empregados do mercado.

É necessário descrever todas as funções e atribuições de cada um

Assim como em qualquer outro tipo de empreendimento, definir o cargo de cada membro e suas atribuições é realmente essencial para que nenhuma tarefa dentro da empresa seja prejudicada.

Para ter um direcionamento, a dica é consultar o que os profissionais do mercado fazem e aplicar essas ações no cotidiano da empresa. É recomendável também criar um documento que descreva detalhadamente as responsabilidades de cada um, para que não restem dúvidas.

Separar os assuntos é fundamental!

Um dos problemas mais recorrentes nas empresas familiares é a falta de preparo para separar assuntos pessoais de assuntos profissionais, mas para que tudo dê certo e as decisões sejam tomadas com base na razão e não nas emoções, é preciso deixar os problemas em casa e agir com total imparcialidade.

Do mesmo modo, ao chegar em casa, nos finais de semana e em encontros familiares, não é hora de discutir assuntos relacionados ao trabalho, resolver problemas e sim curtir momentos de intimidade com muita tranquilidade e companheirismo.

É lógico, na teoria parece mais simples do que na prática, mas com um pouquinho que seja de força de vontade de todos, é possível assumir essa postura e manter uma relação familiar e profissional saudável. Pratique!

Como anda a administração de seu negócio em família? Conte para nós!

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