Quais impostos uma loja de decoração tem que pagar?

Não tem jeito, quem atua no ramo do comércio precisa pagar impostos que incidem sobre a venda de mercadorias. E ficar por dentro deste assunto é fundamental para elaborar um bom planejamento financeiro e fiscal.

Será que você sabe ao certo a porcentagem que você paga em sua loja de decoração? Acompanhe o artigo de hoje e compreenda de uma vez por todas os custos tributários envolvidos no seu tipo de negócio.

Quais impostos uma loja de decoração tem que pagar? 

Dessa forma, você não só vai conseguir ficar em dia com estas obrigações, como também reduzir custos em sua empresa, caso esteja pagando os impostos de forma errada.

Entenda mais sobre o assunto

Quando a questão é a porcentagem de impostos sobre mercadorias comercializadas, as bases de cálculo a serem feitas e o período de pagamento vão depender do enquadramento tributário do negócio e atividade exercida.

Por exemplo, comércios que se enquadram no Simples Nacional têm uma alíquota anual baseada na faixa de faturamento e atividade da empresa, que pode corresponder de 4% a 19%. 

Já no Lucro Real, as taxas tributárias são individualizadas e calculadas sobre o lucro obtido. O lucro Presumido, por sua vez, se baseia na estimativa de lucro e leva em conta a atividade da empresa.

Nesse cenário, o mais importante é entender onde o seu negócio se enquadra, se possível sempre com o auxílio de um contador para realizar o cálculo dos impostos de forma correta.
 

Conheça os 6 principais impostos que uma loja de decoração tem que pagar

1- ICMS

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é o que geralmente tem a maior carga tributária sobre a venda de produtos. Trata-se de um dos tributos que mais arrecada nos estados do Brasil. 

As alíquotas costumam ficar em 12%, 17% ou 25% sobre o valor da base de cálculo apurada. Tudo depende do produto e do estado onde as mercadorias circulam, já que cada estado estabelece as próprias regras do recolhimento.

2- COFINS

A COFINS é a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social sobre vendas. Esta contribuição incide sobre o faturamento mensal das empresas e vai variar dependendo da receita.

A COFINS é utilizada para financiar questões como a previdência social, saúde e assistência social do trabalhador brasileiro. A alíquota desta contribuição é de 7,6% do faturamento bruto de empresas no Lucro Real e 3% do faturamento bruto no Lucro Presumido.

3- CSLL

A CSLL é mais uma Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Neste caso é retida na fonte, o que significa que o valor é descontado diretamente do total da venda. Tanto a CSLL como a COFINS são encaminhadas ao governo federal para fins sociais.

A alíquota, neste caso, é de 9% sobre o lucro líquido apurado no mês no Lucro Real e 1,08% do faturamento bruto trimestral no Lucro Presumido, especificamente para indústria e comércio.

4- PIS ou PASEP

O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) são tributos federais, usados para financiar o pagamento de seguro-desemprego e abono salarial.

A alíquota é de 1,65% do faturamento bruto mensal no Lucro Real, enquanto no Lucro Presumido baixa para 0,65%.

5- IPI

Existe mais um dos impostos incidentes sobre vendas de mercadorias, mas que nem sempre é cobrado. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incide apenas sobre as notas de produtos que estejam relacionadas à industrialização.

Nesse caso, só será cobrada se houver alguma mudança na natureza daquele produto, seja em seu funcionamento, acabamento, apresentação ou finalidade. Se não houver nenhuma mudança desde a fabricação do produto, o IPI não será cobrado.

Geralmente é pago por alguns importadores e comerciantes de produtos e por quem compra produtos abandonados ou apreendidos em leilões. As alíquotas variam bastante. Existe uma tabela de IPI no site da Receita Federal que pode ser consultada.

6- IRPJ

O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), como todo empresário deve saber, não só é um dos impostos sobre vendas de mercadorias, como também obrigatório para qualquer empresa. Seu recolhimento é feito trimestralmente ou anualmente em todos os cadastros jurídicos.

Dependendo do regime tributário da empresa, o valor o IRPJ também muda. Empresas do Lucro Real, por exemplo, tem que considerar o valor de 15% sobre o lucro líquido apurado no mês. Ainda existe um adicional de 10% quando o lucro ultrapassa R$ 20 mil por mês.

Gostou do conteúdo de hoje? Falar sobre impostos pode parecer complexo, mas com suporte de um bom profissional, informação e planejamento, seu negócio estará muito mais seguro. Pode ter certeza!

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